ARTE & CULTURA na Ilha Grande





Cinema no Parque - conheça, participe, saiba a programação

 

ARTESANATO TÍPICO (O que antigamente existia ...)

  • VILA DO ABRAÃO: Miniaturas de barcos em madeira, miniaturas de moinhos de cana, canoas, redes para camarão e tapetes de saco de estopa bordados;
  • PRAIA GRANDE DAS PALMAS: Cestos de cipó, remos e COVOS (armadilha para peixes);
  • VILA DE DOIS RIOS: Molduras para quadros, bolsas e pequenos baús. Aplicação de conchas do mar;
  • SACO DO CÉU: Grandes canoas, vassouras, colares de caramujos.

O POVO NATIVO
Os nativos que viveram no início da colonização (1725-1764) tiveram num aspecto mais amplo, influências indígena ( Tamoios ) , portuguesa, espanhola, africana, Inglesa, holandesa e francesa.
Viviam até 80 anos atrás, da pesca e plantio de subsistência.

 

 


Casa da Cultura da Vila do Abraão

 

 

AS PRIMEIRAS CONSTRUÇÕES
Eram feitas de bambu + cipó + barro ( pau-a-pique ), cobertura de sapê ou telhas de barro tipo "canal" moldadas na coxa da perna do homem, piso de terra batida, canalizações de bambu, iluminação com tochas ou lampiões. Duravam cerca de 100 anos. Ainda hoje existem várias dessas habitações espalhadas pela Ilha.

COMIDA TRADICIONAL
O prato de PEIXE com BANANA.

DANÇA TRADICIONAL
O CALANGO - É um "arrasta-pé" que era dançado tipicamente no chão de terra batida, com muita animação, poeira e iluminada por tochas. Os principais instrumentos são a Sanfona e o triângulo.
O evento de dançar o Calango tinha o poder de atrair comunidades das praias vizinhas que atravessavam os morros caminhando pelas trilhas, floresta adentro, com tochas nas mãos. Dançavam até a alta madrugada e, ao retornar lavavam-se nas cachoeiras e córregos.
Hoje em dia , o Calango praticamente não está presente na vida das comunidades.

ALGUNS COSTUMES ANTIGOS
Esperar a LUA CHEIA. A comunidade reunia-se em frente a igreja, para conversar , tomar café com bolo de fubá / mandioca e apreciar a beleza da Lua.

Os moradores trocavam côco, jaca, fruta-pão e banana por pescados de alto mar trazidos por barcos pesqueiros do sul e do norte que paravam nas praias da Ilha.

Todas as segundas-feiras, os moradores da Vila do Abraão acendiam velas para os mortos no cruzeiro existente na frente da igreja de São Sebastião.

ALGUNS FATOS INTERESSANTES
Cerca de 50 anos atrás foram conhecidos inúmeros casos de incesto inocente. Crianças da mesma família que mudavam-se para outras praias, isolavam-se, cresciam, conheciam-se e constituíam novas famílias. As grandes dimensões da Ilha e a dificuldade de comunicação propiciavam estes fatos.

Os presidiários fugitivos da colônia Penal de Dois Rios embrenhavam-se na mata. Alguns morriam por ferimentos ou envenenamento por frutas. Outros entregavam-se nas praias em péssimo estado físico e muitos foram caçados pelas "diligências policiais".
Os presos mais experientes usavam seus calçados invertidos nos pés ( o calcanhar no lugar dos dedos ) na tentativa de "confundir" o sentido que realmente seguiam ao caminhar pelas trilhas.

 


 

PERSONAGENS

 

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